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Eu percebi que estar feliz me faz deixar de escrever. Descobri, por esse fato, que a escrita ameniza minha dor. É o meu melhor remédio. Hoje, talvez, seja um dos poucos dias nos quais consegui escrever me sentindo cansada e feliz após dias maravilhosos. Sem tristeza, sem drama, apenas uma sensação aguda de paz interior.

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Resolvi me aceitar. A apatia passa mesmo muito longe de mim. Não conseguiria ser diferente. Sinto mesmo, sinto muito... Intensamente!

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Hoje eu acordei com vontade de sentir. Estive anestesiada nos últimos dias, mas hoje não... Coloquei pra tocar uma música que me fizesse sentir triste. Estar triste é bom também. Resguardar-se, atentar-se pra dentro de si... Repensar de forma sensível a vida. Eu gosto. Não fujo disso. Às vezes, me sinto muito cansada de todas essas repetições da vida e só esses momentos me distanciam da minha rotina... Só esses momentos me permitem um contado direto com o meu verdadeiro Eu.

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É de deixar qualquer um intrigado o meu elevado grau de auto-crítica. As vezes, me sinto tão tola. Lembro sempre do meu pai dizendo ''Vai cuidar de você. Estudar, trabalhar, crescer... Vai fazer as unhas também, cuidar do seu corpo. Lembre-se: Primeiro sua casa, seu corpo. Segundo sua alma. Terceiro o intelecto. Em quarto, Bruna... Em quarto o amor.''

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Eu senti uma vontade grande de transbordar. Não era dor, era vontade de sentir. Sentir intensamente. Acho que era vontade de colo.

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Não demorou muito e os risinhos de canto de boca voltaram. E foi tão gostoso...

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Sentiu um frio que nem o mais quente dos casacos pode amenizar. Era interno, na alma.

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Fácil fazer com que vejam o que aparentamos, difícil fazer com que sintam o que somos.